Somos filhos da Reforma. Quando Martinho Lutero afixou suas 95 teses na
porta da Igreja de Wittemberg, estava fundamentado em três verdades: 1)
salvação só pela graça, não pelas obras; 2) a Bíblia (não a tradição) como
única regra de fé e prática; 3) sacerdócio universal dos salvos, não o
clericalismo. Estas três verdades vêm influenciando o pensamento evangélico
através dos séculos. Contudo, precisamos reavaliar constantemente nossos
pensamentos e práticas para verificar se não estão sendo mal interpretados.
É o caso da salvação somente pela graça: “Porque pela graça sois salvos, mediante
a fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se
glorie.” (At 2. 8 e 9) Nada mais claro.
Entretanto, frequentemente nos esquecemos do verso 10: “Pois somos feitura dele, criados em
Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que
andássemos nelas” Boas obras
glorificam nosso Pai Celestial. Jesus disse: “Assim brilhe também a vossa luz diante
dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que
está nos céus” (Mt. 5. 16)
As obras são uma evidência da fé. Foi isso que Tiago ensinou: “Meus irmãos, qual é o proveito, se
alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé
salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados
do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhe disser: Ide em paz,
aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo,
qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está
morta. (Tg 2. 14-17). É bom lembrar que “fé
morta” é sinônimo de “fé inexistente”. Mas, a fé viva produz boas obras.
Nós, que enfatizamos a salvação pela graça, o encontro pessoal com
Jesus, o novo nascimento, a certeza da salvação, podemos não perceber que as
obras são importantes em nossa vida cristã.
Boas obras precisam ser feitas sem segundas intenções. É o bem que se
faz ao crente e ao não crente, pelo simples fato de que assim se comunica o
amor de Deus às pessoas. Mas o resultado natural é que as boas obras abrem
portas para a evangelização: aquele que recebe o bem abre o coração para ouvir
as verdades do evangelho.
Boas obras? Muitas. Mas muitas mesmo!
(adaptado-Ultimato Online)
Campanha Permanente
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utensílios domésticos em bom estado. Participe!
Lígia M. Albrecht
Coordenadora
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